As Estradas Romanas
A construção de estradas foi um
fator essencial no desenvolvimento econômico do Império Romano, além de
favorecer enormemente seu domínio militar. Sem suas estradas os romanos não
poderiam ter governado um território tão vasto. As estradas foram construídas
pelo exército e cumpriam três objetivos: Movimentar as tropas pelo império;
permitir o comércio, e tornar mais eficiente a arrecadação de impostos das
províncias. A circulação viária só poderia florescer em um país onde
estradas apropriadas estivessem à disposição do tráfego, tendo
sido construídas em seções retas e planas, evitando obstáculos como
colinas e pântanos. A construção variava para se adaptar às condições locais,
mas geralmente estava formada por uma fundação de grandes pedras (statumen)
cobertas por pedras menores (rudus) as quais facilitavam a drenagem, ou
cobertas com lajes de pedra de calçamento (pavimentum). A estrutura possuía uma
parte alta com drenagem dos dois lados, ampla o suficiente para a passagem de
duas carruagens ao mesmo tempo. As estradas eram muito fortes e muitas
sobrevivem até hoje. As ruas inglesas Britain's Way, Watling Street e a Ermine
Street eram antigas estradas romanas.(século I D.C.)
Diáspora
As guerras de conquista
eram constantes na região da antiga mesopotâmia, um dos pólos das
civilizações antigas. Durante as batalhas os povos derrotados eram
reduzidos à escravidão, sendo levados para o país do vencedor juntamente com
sua família, numa diáspora forçada*. Na ilustração vemos soldados assírios
conduzindo prisioneiros — homens e mulheres — numa carroça, de volta da guerra.
O veículo de transporte, nesse caso, os conduz ao cativeiro. Observar o uso da
roda de aros. (668 A.C.).
* Diáspora: O termo diáspora define o deslocamento, normalmente
forçado ou incentivado, de grandes massas populacionais originárias de uma zona
determinada para várias áreas de acolhimento distintas.
Cruzadas
Ainda que com muita dificuldade
houve um aumento considerável no número de viagens na época das Cruzadas, no
século XII. Entretanto, dado o mau estado das estradas a viagem era
extremamente lenta, ainda no século XIV. Aqueles que não tinham condições eram
obrigados a se sujeitar às piores intempéries existentes, com o risco
mesmo de suas vidas. Os poderosos realizavam as viagens em condições
infinitamente melhores, mas a um custo altíssimo, pois eram obrigados a levar
consigo soldados, para sua proteção, além de uma vasta criadagem e todo tipo de
equipamento para atender às necessidades diárias, como comida, móveis, etc,
pois estas conveniências não seriam encontradas ao longo das estradas. (século
XII D.C.)
As carruagens tornam-se mais leves
Após a estagnação medieval, no
princípio da era moderna as viaturas começaram a se transformar, tornando-se
mais leves e arejadas. O século XVII trouxe muitas novidades na evolução da
carruagem. As caixas pesadas e pouco elegantes do século XVI cedem lugar a
caixas mais confortáveis e graciosas. A caixa volumosa, lembrando bastante uma
gaiola, começa a ter dimensões harmoniosas. Daí em diante, as aberturas se
fecham graças a portas e a janelas com vidros e a caixa é colocada mais acima.
(século XVII)
O primeiro bonde do Brasil
Em 30 de janeiro de 1859,
começava a circular experimentalmente o primeiro bonde do Brasil, por
iniciativa de Thomas Cochrane, que, para tal, criou a "Companhia de Carris
de Ferro da Cidade à Boa Vista". A inauguração dos serviços regulares se
deu em 26 de março de 1859, com a presença do Imperador D.Pedro II e sua
esposa. A força animal foi substituída em 1862 pelo vapor, mas a empresa, não
conseguindo superar dificuldades financeiras, faliu em 1866.
Primeiro ônibus a gasolina do mundo
Coube a Karl Benz a primazia de criar o primeiro ônibus a gasolina do mundo. Ele entrou em serviço no dia 18 de março de 1895, fazendo o trajeto entre Deuz e Siegen, respectivamente, vilarejo e cidade alemãs. O motor de cinco cavalos movia o veículo à velocidade de 15 km/h, e completava a viagem em 20 minutos. Sua lotação era de oito passageiros, e o preço da passagem era de 70 pfennings. Os passageiros freqüentemente tinham de sair e empurrar o veículo quando ele chegava na parte mais inclinada do percurso. No verão do mesmo ano, um segundo ônibus Benz entrou em serviço na mesma rota.
Fonte: http://www.museudantu.org.br
Ônibus Wolseley
Quando do início da motorização, procurava-se aumentar a capacidade de transportar passageiros, limitada pelo espaço ocupado pelo motor em posição frontal. Um dos meios encontrados foi a colocação do motor debaixo do assento do motorista. Este modelo Wolseley foi um dos primeiros a ser testados, estampava na lateral um protótipo do emblema da LGOC, o qual assumiria forma definitiva tempos depois.
Fonte: http://www.museudantu.org.br
Trolleys de San Francisco - Anos 50
A cidade de San Francisco tem um
dos sistemas de transporte com maior integração entre as diferentes
modalidades. A foto, dos anos 50, mostra três diferentes tipos de veículos
convivendo em harmonia na mesma avenida: em primeiro plano, um bonde do tipo
PCC, e, ao fundo, um ônibus a gasolina e um trolley, do fabricante Twin Coach,
modelo 44TTW, de 1949.




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