terça-feira, 3 de abril de 2012

LINHA DO TEMPO DO TRANSPORTE NO MUNDO.



As Estradas Romanas
A construção de estradas foi um fator essencial no desenvolvimento econômico do Império Romano, além de favorecer enormemente seu domínio militar. Sem suas estradas os romanos não poderiam ter governado um território tão vasto. As estradas foram construídas pelo exército e cumpriam três objetivos: Movimentar as tropas pelo império; permitir o comércio, e tornar mais eficiente a arrecadação de impostos das províncias. A circulação viária só poderia florescer em um país onde estradas apropriadas estivessem à disposição do tráfego, tendo sido construídas em seções retas e planas, evitando obstáculos como colinas e pântanos. A construção variava para se adaptar às condições locais, mas geralmente estava formada por uma fundação de grandes pedras (statumen) cobertas por pedras menores (rudus) as quais facilitavam a drenagem, ou cobertas com lajes de pedra de calçamento (pavimentum). A estrutura possuía uma parte alta com drenagem dos dois lados, ampla o suficiente para a passagem de duas carruagens ao mesmo tempo. As estradas eram muito fortes e muitas sobrevivem até hoje. As ruas inglesas Britain's Way, Watling Street e a Ermine Street eram antigas estradas romanas.(século I D.C.)


Diáspora

As guerras de conquista eram constantes na região da antiga mesopotâmia, um dos pólos das civilizações antigas. Durante as batalhas os povos derrotados eram reduzidos à escravidão, sendo levados para o país do vencedor juntamente com sua família, numa diáspora forçada*. Na ilustração vemos soldados assírios conduzindo prisioneiros — homens e mulheres — numa carroça, de volta da guerra. O veículo de transporte, nesse caso, os conduz ao cativeiro. Observar o uso da roda de aros. (668 A.C.).
* Diáspora: O termo diáspora define o deslocamento, normalmente forçado ou incentivado, de grandes massas populacionais originárias de uma zona determinada para várias áreas de acolhimento distintas.


Cruzadas

Ainda que com muita dificuldade houve um aumento considerável no número de viagens na época das Cruzadas, no século XII. Entretanto, dado o mau estado das estradas a viagem era extremamente lenta, ainda no século XIV. Aqueles que não tinham condições eram obrigados a se sujeitar às piores intempéries existentes, com o risco mesmo de suas vidas. Os poderosos realizavam as viagens em condições infinitamente melhores, mas a um custo altíssimo, pois eram obrigados a levar consigo soldados, para sua proteção, além de uma vasta criadagem e todo tipo de equipamento para atender às necessidades diárias, como comida, móveis, etc, pois estas conveniências não seriam encontradas ao longo das estradas. (século XII D.C.)



As carruagens tornam-se mais leves

Após a estagnação medieval, no princípio da era moderna as viaturas começaram a se transformar, tornando-se mais leves e arejadas. O século XVII trouxe muitas novidades na evolução da carruagem. As caixas pesadas e pouco elegantes do século XVI cedem lugar a caixas mais confortáveis e graciosas. A caixa volumosa, lembrando bastante uma gaiola, começa a ter dimensões harmoniosas. Daí em diante, as aberturas se fecham graças a portas e a janelas com vidros e a caixa é colocada mais acima. (século XVII)




O primeiro bonde do Brasil

Em 30 de janeiro de 1859, começava a circular experimentalmente o primeiro bonde do Brasil, por iniciativa de Thomas Cochrane, que, para tal, criou a "Companhia de Carris de Ferro da Cidade à Boa Vista". A inauguração dos serviços regulares se deu em 26 de março de 1859, com a presença do Imperador D.Pedro II e sua esposa. A força animal foi substituída em 1862 pelo vapor, mas a empresa, não conseguindo superar dificuldades financeiras, faliu em 1866.




Primeiro ônibus a gasolina do mundo

Coube a Karl Benz a primazia de criar o primeiro ônibus a gasolina do mundo. Ele entrou em serviço no dia 18 de março de 1895, fazendo o trajeto entre Deuz e Siegen, respectivamente, vilarejo e cidade alemãs. O motor de cinco cavalos movia o veículo à velocidade de 15 km/h, e completava a viagem em 20 minutos. Sua lotação era de oito passageiros, e o preço da passagem era de 70 pfennings. Os passageiros freqüentemente tinham de sair e empurrar o veículo quando ele chegava na parte mais inclinada do percurso. No verão do mesmo ano, um segundo ônibus Benz entrou em serviço na mesma rota.



Ônibus Wolseley


Quando do início da motorização, procurava-se aumentar a capacidade de transportar passageiros, limitada pelo espaço ocupado pelo motor em posição frontal. Um dos meios encontrados foi a colocação do motor debaixo do assento do motorista. Este modelo Wolseley foi um dos primeiros a ser testados, estampava na lateral um protótipo do emblema da LGOC, o qual assumiria forma definitiva tempos depois.



Trolleys de San Francisco - Anos 50

A cidade de San Francisco tem um dos sistemas de transporte com maior integração entre as diferentes modalidades. A foto, dos anos 50, mostra três diferentes tipos de veículos convivendo em harmonia na mesma avenida: em primeiro plano, um bonde do tipo PCC, e, ao fundo, um ônibus a gasolina e um trolley, do fabricante Twin Coach, modelo 44TTW, de 1949.




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